Soluções WEG no Sirius, projetado para ser o melhor acelerador de partículas do mundo

A nova fonte de luz síncrotron brasileira pode ser utilizada para resolver problemas em pesquisas de qualquer área


A parceria da WEG com o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) iniciou em 2012, e desde então, a empresa catarinense tem desenvolvido novas soluções para atender as necessidades do Sirius, o maior projeto da ciência brasileira. O acelerador de partículas tem a função de gerar luz síncrotron, um tipo de luz especial de altíssimo brilho capaz de revelar, em alta resolução, estruturas dos mais variados materiais orgânicos e inorgânicos, como proteínas, vírus, rochas, plantas, ligas metálicas e outros. Seu uso é aplicável em áreas diversificadas, como agricultura, saúde e exploração de petróleo e gás.

A expertise da WEG em criar produtos e soluções inéditas foi de suma importância para que os desenvolvedores do projeto acreditassem no potencial da empresa em fabricar 1.036 eletroímãs com perfeição, alimentados pelas 252 fontes de corrente de baixa potência, que garantem maior precisão e estabilidade na geração da luz síncrotron. Além dessa solução, foi fornecida a subestação de energia com dois transformadores a óleo de 15/20/25 MVA. A primeira etapa do acelerador Sirius foi entregue recentemente, no dia 14 de novembro e a cerimônia contou com a participação do Presidente da República e do Ministro da Ciência e Tecnologia.


O que é o Sirius e como ele funciona?

É o novo acelerador de partículas de quarta geração do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), situado na cidade de Campinas, no interior do Estado de São Paulo. Abrigado em um prédio de 68 mil metros quadrados, ele é composto por três aceleradores de elétrons. Basicamente, ele funciona como um microscópio gigante que usa um tipo especial de luz para revelar as estruturas internas de materiais como proteínas, vírus, rochas, plantas e outros. Esta luz é gerada com o auxílio de eletroímãs, que foram fabricadas pela WEG e estão entre os componentes mais importantes dos aceleradores. São os 1.036 eletroímãs – sendo 211 no Booster e 782 no Anel de Armazenamento –, que guiam a trajetória dos elétrons dentro do equipamento.


A luz síncrotron permite a pesquisa em diversas áreas do conhecimento:

Desenvolvimento de novos medicamentos e tratamentos

Combate aos vírus e bactérias

Processos químicos, físicos e biológicos que ocorrem no solo

Produção de fertilizantes mais eficientes, mais baratos e menos poluentes

Materiais para componentes eletrônicos como circuitos integrados e sensores

Novos produtos industrializados como protetores solares

Estudo das propriedades do petróleo e gás natural, com exploração eficiente

Produção de combustíveis químicos a partir da biomassa

Materiais mais leves, eficientes e resistentes, como plásticos, metais, vidros e fibras

Localização e concentração de nutrientes para alimentos mais nutritivos

Aprimoramento das fontes renováveis de energia

Análise da presença dos efeitos de poluentes

Novos métodos de remoção de poluentes, novas matérias-primas

Compreensão da história do planeta através de fósseis

Estudos de materiais raros e únicos como artefatos arqueológicos e obras de arte

Para WEG este projeto é uma oportunidade para fomentar o desenvolvimento de novas tecnologias no país e traz muitas perspectivas de participação da empresa em futuros laboratórios ao redor do mundo, implementando com excelência seu know-how em ambientes científicos e tecnológicos.

Fonte: https://www.weg.net/institutional/BR/pt/all-news/all

Voltar